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De Perpignan à Catalunha

Vai encontrar cafés pitorescos, paisagens dramáticas e festivais animados.


Perpignan é uma cidade discreta: ao contrário da vistosa Barcelona ou da chique Montpellier, não é uma armadilha para turistas. Quem fica a ganhar são os visitantes. Tem um castelo, um bairro comercial encantador, um moderno teatro e um excelente festival internacional de fotojornalismo, o Visa Pour l'Image, que decorre no início de setembro. Se viajar de carro, Perpignan oferece ainda praia e montanha.

Se adora o sol, vá a Argeles, St. Cyprien ou Canet, vastos areais com o habitual bulício e diversão da praia. Se deseja uma experiência mais bela e madura, com ótimo marisco mas uma paisagem marítima mais rochosa, explore a aldeia de Collioure, ao longo da costa: é um pouco turística, mas constitui um belo passeio. Pode até apanhar a autoestrada para Figueras, em Espanha, um local maravilhoso onde Salvador Dalí viveu muitos anos. Mas atenção às filas de trânsito: só há uma estrada estreita e sinuosa para entrar e sair da povoação. No seu lugar, virava costas à praia e seguia no sentido contrário, em direção a oeste.

  • A. Perpignan

    Os Pirenéus, a cordilheira que divide Espanha e França ao longo de 480 km, dominam a paisagem. Os picos sobem desordenadamente desde Collioure, como dentes assimétricos sorrindo para o céu. No solarengo lado espanhol, os Pirenéus são vermelho-acastanhados e áridos. O lado francês, virado a norte, é mais verde mas igualmente impressionante. Há mais rios e cascatas do que nos Alpes, mas menos lagos. Existem poucas ligações entre França e Espanha, e são todas sinuosas. A montanha dominante nesta região é Canigou. Se voar para o aeroporto de Perpignan, vê-la-á imponente sobre os restantes picos. Até ao séc. XVIII, era considerada a mais alta dos Pirenéus (não é: as montanhas dos Pirenéus centrais são mais altas, superando os 3000 m). Ao longo da estrada, não é difícil encontrar indicações para chegar a esta montanha, em francês e catalão. Estamos no norte da Catalunha, e Canigou (Canigo em catalão) é sagrada para os catalães.

    Apanhe a estrada para Andorra, a rápida N116: vai ver que não precisa de sinais. Ao longo de todo o caminho, Canigou estará sempre à sua esquerda. A maior parte do ano, encontra-se coberta de neve. No verão a neve derrete, mas continua a ser fácil localizar a coroa de picos no topo de Canigou.

  • B. Millas

    Vamos afastar-nos um pouco da costa, mas primeiro poderá parar em Millas, a 15 minutos de carro de Perpignan. No verão, milhares de pessoas afluem à povoação a partir de inúmeras localidades vizinhas. Porquê? Por causa da sua feira. As feiras, festividades locais muito antigas que envolvem touros, são muito comuns nesta região, mas a maior é a de Millas. Mas cuidado: não é para toda a gente. As largadas de touros, em que os habitantes locais conduzem estes belos mas assustados (logo, perigosos) animais através das ruas da povoação, podem ser perigosas, com muitos jovens descuidados a pagarem a sua incúria com uma cornada. Há touradas na praça de touros e MUITA festa, com danças hilariantes pela noite fora. Existe sempre muita alegria, à maneira franco-catalã. Há muitos anos, eu e um amigo testemunhámos uma competição caricata na feira de Millas, um pouco à semelhança do concurso televisivo "Jogos sem Fronteiras", entre as povoações locais. Os jovens rastejavam por túneis, andavam em bicicletas avariadas e apanhavam peixes vivos com as próprias mãos num tanque. Uma diversão disparatada, até entrar um jovem touro na arena para animar as coisas.

    Como é natural, a feira de Millas não agrada a toda a gente, embora sejam dias muito divertidos para as famílias, com mercados animados, danças tradicionais e comida servida nas ruas. Se quiser ter um dia mais calmo, evite Millas e faça alguns quilómetros.

  • C. Prades

    Em apenas meia hora chegará a Prades, uma pequena cidade comercial. Prades não se destaca pela sua beleza, mas é agradável nos dias de mercado, às terças e sábados. Abasteça-se de artesanato e produtos locais e, em seguida, almoce um bife com batatas fritas num dos bares e restaurantes que rodeiam a praça. Se quiser almoçar num restaurante distinguido com estrelas Michelin, recomendamos o restaurante Le Galie, na Route de General de Gaulle.

    Tal como Perpignan, Prades tem uma vertente cultural, mas não gosta de se exibir. Todos os verões há um excelente festival de música clássica, o Festival Pablo Casals, com o nome do famoso violoncelista catalão que o fundou em 1950. Os melhores concertos decorrem no mosteiro de St. Michel de Cuxa. Siga os sinais a partir de Prades, na D27, atravessando Codalet e até chegar a St. Michel. Rodeado por prados, o mosteiro constitui uma visão extremamente bela, valendo a pena visitá-lo mesmo que não haja música. Passeie pelos corredores frescos e protegidos do sol escaldante. O mosteiro fecha à hora do almoço, por isso aproveite para fazer um piquenique (Prades tem três grandes supermercados: o Super U, o Intermarché e o Lidl), deixe o carro no parque de estacionamento do mosteiro e procure o prado mais próximo. De frente para o mosteiro, o prado mais próximo fica à esquerda do parque de estacionamento, a uma curta distância a pé.

  • D. Vernet les Bains

    Vernet les Bains

    A partir de St. Michel, poderá tomar a D27 até Vernet les Bains, uma bonita viagem sinuosa através de Fillols. Há um excelente café na povoação, embora raramente se encontre aberto. Vernet les Bains esteve em tempos na moda como destino de férias vitoriano, sendo um dos locais preferidos da família real inglesa e de Rudyard Kipling, que aqui se deslocava com muitas outras grandes figuras para aproveitar as águas locais. Infelizmente, no início do séc. XX a maior parte da cidade foi destruída por cheias insólitas. As termas a que alude o nome da cidade encontram-se atualmente alojadas num edifício monstruoso construído nos anos 60. Mesmo assim, o que sobra da parte antiga da cidade continua a ser um excelente local para tomar um café (mas não coma junto à praça: reserve mesa no excelente Bistrot le Cortal, no cimo do monte, embora as crianças não sejam bem-vindas). Se tiver energia, suba o caminho inclinado até à igreja, que proporciona magníficas vistas sobre o vale, a cidade e Canigou.

    Se chegar no início de agosto, não perca a corrida Championnat du Canigou que termina na praça de Vernet. Oitocentos malucos de todo o mundo correm pelos caminhos rochosos até ao topo de Canigou e, em seguida, de regresso à base. A corrida teve início em 1905. Muitos dos corredores carregam mochilas cheias de pedras, com o peso de 8 kg, para simularem os blocos de gelo que eram carregados desde o glaciar por "transportadores" para refrescarem os visitantes encalorados de Vernet, na época vitoriana.

    Atualmente, se precisar de se refrescar, dê um mergulho na fantástica piscina ao ar livre de Vernet, onde pode encontrar escorregas aquáticos, uma piscina para bebés, uma piscina semiolímpica e uma piscina olímpica com prancha de saltos. É espetacular nadar com a visão do Canigou por companhia. Não se esqueça do fato de banho: em França, os rapazes e os homens não nadam de calções. Ao lado existem campos de ténis, que podem ser alugados por uns razoáveis seis euros por hora. Encontrá-los-á se virar na segunda à direita, na estrada para Sahorre. Após o mergulho continue na estrada, passando a montanha e chegando a um dos vales mais bonitos desta região. Pare para beber um café ou para uma refeição animada e barata no único restaurante de Sahorre, o Café de la Mine, em frente à Câmara Municipal. Em seguida, prossiga pela estrada, de regresso à N116 e a Villefranche, a povoação fortificada considerada "uma das mais belas de França".

  • E. Villefranche

    Villefranche é muito bonita mas extremamente turística: todas as lojas lhe oferecem recordações caras que nunca ninguém lhe agradecerá. Explore as muralhas da cidade e trepe ao Forte Libéria. É uma subida íngreme e a entrada é paga, por isso leve algum dinheiro consigo. Por perto há dois conjuntos de grutas: as magníficas Grandes Canalettes, num caminho escondido na estrada de regresso a Vernet (alguns concertos do festival Pablo Casals decorrem aqui) e as mais pequenas grutas dos dinossauros, onde as estalactites e estalagmites são decoradas com dinossauros de plástico em tamanho real. Não são propriamente magníficas, mas os miúdos adoram-nas.

    Na estação de Villefranche, poderá apanhar o "pequeno comboio amarelo", pintado com as cores catalãs: amarelo e vermelho. É um fantástico comboio a vapor que só funciona na época alta, conduzindo-o às estações de esqui mais elevadas. As vistas são de cortar a respiração, incluindo a passagem por uma magnífica ponte suspensa. Terá muitas oportunidades para tirar fotografias. A maior parte das pessoas sai em Mont Louis, onde fica a fortaleza mais alta de França (1600 m). Note que a subida para Mont Louis é íngreme e que esta não é uma localidade particularmente pitoresca. Mas constitui um excelente local para almoçar antes de apanhar o comboio de regresso a Villefranche. Se não gostar de Mont Louis poderá continuar até Bourg Madame, caminhando depois até Espanha, para a cidade animada de Puigcerda.

  • F. Andorra

    If trains aren’t your thing, then drive on from Villefranche, continuing along the N116 towards Andorra. After about half an hour, look out for the sign to St Thomas les Bains, on your left just after Fontpedrouse. Follow the narrow road down into the valley and then up the other side. Follow the signs for “les bains” and don’t worry about feeling as though you’ve taken the wrong route; everyone feels like that. Though when you arrive, you may feel the same. St Thomas les Bains isn’t exactly prepossessing, its architecture best described as “1980s pop video.” But the hot pools are open throughout the holiday seasons, including Christmas, and there is something truly delightful about bathing in steaming natural water when snow is falling all around. A hot chocolate in the cafe afterward will set you up nicely. And you’ve only 90 minutes’ drive to get back to Perpignan.